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Vacina para crianças chegam ao Brasil; pediatras orientam pais a imunizar filhos

No Piauí, pretende-se vacinar 331.432 pessoas nesta faixa etária.

13/01/2022 às 14h14
Por: Yasmin Osório Fonte: O Dia.com
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(Foto reprodução/ODia)
(Foto reprodução/ODia)

As primeiras doses pediátricas de vacinas Covid-19 para imunização de crianças de 5 a 11 anos chegaram ao Brasil nesta quinta-feira (13). O lote de 1,2 milhão de doses da Pfizer (Comirnaty) será distribuído para estados e Distrito Federal nos próximos dias, de forma proporcional ao número de crianças em cada Estado. O Piauí irá receberá 20.200 doses e pretende-se vacinar 331.432 pessoas nesta faixa etária. O voo está previsto para chegar ao Aeroporto Senador Petrônio Portela, em Teresina,  nesta sexta-feira (14), às 16h35.

A imunização desse público não será obrigatória e deve começar pelo grupo prioritário, como crianças com comorbidades e deficiências permanentes. Entretanto, a médica pediatra Lorena Mesquita, do Hospital Infantil Lucídio Portela, faz um alerta aos pais, para que levem as crianças para serem imunizadas. A especialista reforça que a vacina é o único meio de protegê-las e destaca que o imunizante não traz riscos à saúde.

“Comparado com outros países, o Brasil se destacou muito na quantidade de pessoas infectadas pela Covid-19, internações e óbitos causados pela doença. Algumas crianças também apresentaram complicações pelo novo coronavírus. O que a Sociedade Brasileira de Pediatria está pedindo é para os pais vacinarem seus filhos. Alguns pais acham que a Covid é mais leve em crianças, mas a gente não sabe como vai ser a evolução da doença nessa criança. Se a gente puder evitar que a criança tenha a doença, vamos evitar”, disse.

A pediatra pontua ainda que a principal dúvida dos pais é com relação aos problemas cardíacos. Contudo, Lorena Mesquita explica que ainda não há relação da miocardite com a Covid, muito menos com a vacina, nem tão pouco que as crianças podem ter mal súbito após serem imunizadas. 

“O que os pais mais tem dúvidas, em relação à vacina, é sobre a miocardite, uma doença cardíaca. Mas, o que vemos, é que essa miocardite também pode ser causada pela Covid-19. Essas crianças que tiveram o diagnóstico da doença cardíaca pela vacina, tiveram um diagnóstico precoce e tiveram uma boa evolução com o tratamento. Hoje já tem mais de 8 milhões de crianças vacinadas sem efeitos adversos graves. Os efeitos são leves, como dor no corpo, febre, e a vacina está tendo uma boa eficácia, com duas doses, assim como o adulto”, ressalta.

Lorena Mesquita reforça que a Covid pode trazer maiores sequelas para uma criança, principalmente problemas cardíacos que tanto amedrontam os pais. Desse modo, ela lembra que a vacina é importante para que os efeitos causados pela doença sejam os menores possíveis.

“De 8 milhões de crianças, são poucos os casos que podem ter um problema cardíaco, e esses casos raros tiveram uma boa resolução. A vacina não tem nenhuma contra indicação, só se tiver algum componente na vacina que a criança seja alérgica. Mas até os pacientes que são imunossuprimidos são os que mais têm indicação da vacina. A Pfizer não tem contraindicações. Mas, qualquer dúvida, deve-se procurar o pediatra. Existe muita fake news. Não procure coisas na internet, busque um especialista para saber o que é verdade”, complementa a pediatra.

“Se podemos proteger nossos filhos, nossas crianças, a gente tem que vacinar. O Brasil tem destaque histórico de vacinação, a criança já sai da maternidade com a BCG e Hepatite B, então temos que confiar e fazer a vacinação dos pacientes e das nossas crianças”, finaliza Lorena Mesquita.

Vacina Pfizer

A vacina da Pfizer é a única até o momento autorizada, pela Anvisa, para este público e  será aplicada em duas etapas com o intervalo de oito semanas entre a primeira e a segunda dose. O frasco da vacina para crianças também terá uma cor diferente daquela aplicada em adultos, para ajudar os profissionais de saúde na hora de aplicar a vacina.

Não haverá necessidade de autorização por escrito, desde que as crianças estejam acompanhados por pai, mãe ou responsável no momento da vacinação. A imunização será em ordem decrescente de idade (das crianças mais velhas para as mais novas), começando com  quem tem comorbidade, deficiência permanente e crianças quilombolas e indígenas, como determina o Plano Nacional de Imunização (PNI).

Essa é a primeira remessa das 4,3 milhões de doses pediátricas da farmacêutica americana que devem ser entregues ao Governo Federal ainda em janeiro. As doses são encaminhadas para o Centro de Distribuição do Ministério da Saúde em Guarulhos (SP), onde são submetidas aos processos de controle de qualidade e temperatura.

Ao todo, o Ministério da Saúde já encomendou 20 milhões de doses dos imunizantes. A previsão é que todas sejam entregues no primeiro trimestre. Além das unidades de janeiro, 7,3 milhões devem ser entregues em fevereiro e outras 8,4 milhões em março.

A inclusão de crianças no Plano Nacional de Operacionalização da Vacinação contra a Covid-19 (PNO) foi anunciada na última semana. Para 2022, o Governo Federal assinou um contrato para aquisição de mais de 100 milhões de doses da Pfizer.

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