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Por que as pessoas mesmo com duas doses podem testar positivo para Covid?; entenda

Médicos fazem o alerta de que não existe vacina 100% eficaz e imunizantes protegem contra formas graves da doença.

14/06/2021 às 17h59
Por: Pablo Carvalho Fonte: Redação Oeiras em Foco
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Por que as pessoas mesmo com duas doses podem testar positivo para Covid?; entenda

É comum ouvirmos casos de pessoas que testaram positivo para Covid-19 mesmo tomando as duas doses da vacina contra o vírus. E por conta de situações como essa, muitos colocam em dúvida a eficácia da vacina.

Especialistas informam que mesmo depois dos 14 dias de aplicação da segunda dose da vacina, que é quando se completa o ciclo total da imunização, ainda é possível pegar e transmitir o vírus. Isso acontece porque as vacinas que estão disponíveis no momento protegem com foco no desenvolvimento de formas graves da Covid-19, como explica Rosana Richtmann, infectologista do Hospital Emílio Ribas e do comitê de imunização da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).

Chance de internação

"Quando falamos da importância da vacinação não é que a pessoa vai estar totalmente livre de pegar a doença. Mas a chance dela ser internada, intubada e ter complicações cai expressivamente e assim combatemos a pandemia", declarou Richtmann.

Nenhuma vacina é 100%

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A especialista ressalta que nenhuma vacina é 100% eficaz. Ela explica que, apesar das diferenças de eficácia das vacinas, todas disponíveis para vacinação atualmente possuem uma proteção para prevenção de casos moderados e graves entre 75-80% com as duas doses.

Um estudo sobre a CoronaVac, por exemplo, feito pelo Ministério da Saúde do Chile, apontou que ela é 67% efetiva na prevenção da infecção sintomática pela doença; 85% para prevenir internações e de 80% na prevenção de mortes pela Covid-19. Já duas doses da vacina Oxford/AstraZeneca contra a Covid-19 podem ter cerca de 85% a 90% de efetividade contra o desenvolvimento da doença, segundo a Public Health England (PHE).

Três grupos de reações

Além do tipo do imunizante, especialistas explicam que o principal fator que irá determinar o nível de proteção é o próprio organismo de cada paciente. Segundo a infectologista da Unicamp e consultora da SBI Raquel Stucchi, basicamente, há três grupos de reações às vacinas: quem desenvolve uma boa formação da imunidade celular e não adoece; aqueles que criam resposta parcial e podem ter casos leves; e uma minoria que desenvolve poucas células de defesa e pode ter casos moderados e graves.

Células treinadas

"Os pacientes que não desenvolvem imunidade a partir da vacina são na maioria idosos (devido ao processo de envelhecimento natural do sistema imunológico), imunodeprimidos e pessoas com comorbidades como obesidade e diabetes", diz Stucchi.

O imunologista Daniel Mansur, da Universidade Federal de Santa Catarina (UFSC) explica que quando tomamos a vacina treinamos nossas células para combater o vírus. Porém, em parte dos casos, as células de defesa treinadas contra o vírus acabam não sendo suficientes para combater o antígeno.

Corrida armamentista

"O vírus não é uma entidade estática. Ele se multiplica, tem seus próprios mecanismos de defesa e vai usar de tudo para continuar se replicando. É uma “corrida armamentista”, e onde tiver menos resistência pode surgir a doença", define Mansur. Por conta dessa capacidade do vírus de infectar mesmo após a vacinação, a infectologista Raquel Stucchi ressalta que a imunização é também importante para proteger outras pessoas e o próprio sistema de saúde.

"A gente insiste que a vacinação não é um ato individual, mas coletivo. Com muita gente vacinada diminui as internações e tende a diminuir a circulação do vírus. Assim a chance dessas pessoas cujo sistema imunológico não respondeu à vacina adoecerem diminui muito", analisa Stucchi.

Tomar as duas doses

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Os especialistas alertam ainda para a importância de tomar as duas doses e completar o ciclo de imunização. Atualmente, apenas 11,11% da população brasileira recebeu as duas doses da vacina. Além disso, destaca Rosana Richtmann, se a pessoa se expõe muito a locais aglomerados, a chance dela se infectar mesmo imunizada também será maior.

"No hospital vejo muitas pessoas que, após 4 ou 5 dias da primeira dose já relaxam e acabam se contaminando e desenvolvendo a doença. Por isso é importante completar a imunização com a segunda dose e seguir usando máscara para proteger a si mesmo e aos outros", recomenda a infectologista.

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