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Piauí atinge maior percentual de desocupação em 8 anos, diz IBGE

Desocupadas são pessoas com a partir de 14 anos que estão sem trabalho e procurando por uma ocupação.

27/05/2021 17h56
Por: Pablo Carvalho Fonte: GP1
Pessoas no centro de Teresina - PI (Foto: G1)
Pessoas no centro de Teresina - PI (Foto: G1)

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua), do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), realizada no 1º trimestre de 2021 e divulgados nesta quinta-feira (27), apontam que a taxa de desocupação chega a 14,5% no Piauí, sendo esse o maior índice registrado desde 2012.

Conforme o IBGE, são consideradas desocupadas as pessoas com 14 anos ou mais de idade que estão sem trabalho e procurando por uma ocupação. Em comparação ao 4º trimestre de 2020, quando o índice foi de 12%, houve aumento de 2,5 pontos percentuais na taxa de desocupação do Piauí.

Cerca de 163 mil pessoas estavam desocupadas no último trimestre de 2020, número que chegou a 200 mil pessoas no primeiro trimestre de 2021. O aumento na quantidade de desocupados foi de 22,5% no período. Apesar da proporção recorde, o índice do Piauí é 0,2 pontos percentuais inferiores ao do país e é o menor entre os estados do Nordeste.

A taxa de desocupação do Brasil ficou em 14,7% no 1º trimestre de 2021, o que representa 14,8 milhões de pessoas. O índice aumentou com relação ao trimestre anterior, quando era 13,9%, e também em comparação ao 1º trimestre de 2020, quando era de 12,2%.

Também cresceu o número de desalentados – pessoas com 14 anos ou mais de idade que deixaram de procurar trabalho porque acreditavam que não iriam encontrar. No Piauí, houve um acréscimo de aproximadamente 50 mil pessoas nessa condição entre o último trimestre de 2020 e o primeiro trimestre de 2021. A quantidade subiu de 182 mil pessoas para 231 mil no período, um crescimento de 27,4%.

Quanto ao aumento de desalentados, o indicador do Piauí é quase nove vezes maior que o do país. A variação nacional foi de apenas 3,1% entre o último trimestre de 2020 e o 1º trimestre de 2021. O número passou de 5,7 milhões para 5,9 milhões no período.

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