Quarta, 20 de Janeiro de 2021 12:40
89 988029890
Política Caso Marielle Franco

Morte de Marielle Franco completa mil dias sem descoberta de mandantes nem motivação

As investigações conseguiram descobrir apenas os executores Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiróz

08/12/2020 17h07
Por: Pablo Carvalho Fonte: Folha Press
Morte de Marielle Franco completa mil dias sem descoberta de mandantes nem motivação

O assassinato da vereadora Marielle Franco completa nesta terça-feira, 8, mil dias. Uma das vereadoras mais votadas do Rio de Janeiro nas eleições de 2016, com mais de 45 mil votos, Marielle foi morta a tiros na noite de 14 de março de 2018, quando saía de um debate na Casa das Pretas, no centro do Rio. O carro em que ela e o motorista Anderson Gomes estavam foi emboscado no bairro do Estácio, quando seguia para a casa de Marielle.

Nascida e criada na Favela da Maré, ativista de direitos humanos, engajada na luta antirracista, nas pautas feministas e nas causas LBBTQIA+, Marielle era muito atuante na Câmara dos Vereadores em seu primeiro mandato. O crime rapidamente ganhou as manchetes em todo o mundo, não apenas por ser um ataque à democracia e às bandeiras defendidas pela parlamentar, mas também por marcar um novo patamar de atuação do crime organizado no País.

Mobilizada pela repercussão, a opinião pública passou a cobrar das autoridades a resposta para duas perguntas essenciais: quem matou Marielle e Anderson? Quem mandou matar?

A investigação conseguiu responder à primeira pergunta. O policial militar reformado Ronnie Lessa e o ex-PM Élcio Queiróz estão presos, acusados, respectivamente, de disparar a arma e de dirigir o carro que emboscou a vereadora e seu motorista. No entanto, não há resposta para a segunda pergunta. Os mandantes não foram ainda descobertos, tampouco o motivo do crime.

Atualmente, a principal linha de investigação da Polícia Civil e do Ministério Público do Rio é que o crime teria sido contratado por políticos ligados à milícia - que já domina um terço da cidade - em uma vingança contra o atual deputado federal Marcelo Freixo, um dos principais nomes do PSOL. Marielle trabalhou durante uma década no gabinete de Freixo e era sua amiga pessoal Há 12 anos, Freixo coordenou a CPI das Milícias, na Assembleia Legislativa do Rio, que expôs a facção criminosa e resultou em várias prisões.

Nenhum comentário
500 caracteres restantes.
Comentar
Mostrar mais comentários
* O conteúdo de cada comentário é de responsabilidade de quem realizá-lo. Nos reservamos ao direito de reprovar ou eliminar comentários em desacordo com o propósito do site ou que contenham palavras ofensivas.
Ele1 - Criar site de notícias