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Brasil Privatização

Governo prevê nove privatizações em 2021, entre as quais Correios e Eletrobras

Governo pretendia fazer quatro grandes vendas de estatais em 2020, porém, nenhuma delas ocorreu ainda.

02/12/2020 15h07
Por: Pablo Carvalho Fonte: G1
Governo prevê nove privatizações em 2021, entre as quais Correios e Eletrobras

O governo anunciou nesta quarta-feira (2) que pretende realizar nove privatizações em 2021, entre as quais as de estatais como Correios e Eletrobras.

A proposta é do Programa de Parceria de Investimentos (PPI), por meio do qual são feitas concessões, privatizações e parcerias com o setor privado para obras e serviços públicos.

Veja a programação de privatização para 2021:

  1. Eletrobras;
  2. ABGF (Agência Brasileira Gestora de Fundos Garantidores e Garantias);
  3. Emgea (Empresa Gestora de Ativos);
  4. CeasaMinas;
  5. Trensurb (Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre);
  6. Companhia Brasileira de Trens Urbanos - MG;
  7. Correios;
  8. Codesa (Companhia Docas do Espírito Santo);
  9. Nuclep (Nuclebrás Equipamentos Pesados).

O Ministério da Economia já tinha listado 126 projetos no PPI, entre os quais a privatização de Eletrobras, Casa da Moeda, Empresa Brasileira de Comunicação (EBC), Correios, Telebras, Serviço Federal de Processamento de Dados (Serpro) e a venda de participações acionárias da Infraero.

Nesta quarta-feira, o governo informou a ampliação da lista, que passa a contar com 201 projetos. De acordo com o Ministério da Economia, 115 estão previstos para 2021, com expectativa de geração de R$ 367 bilhões em investimentos.

Entre os leilões previstos para 2021 estão:

  • 16 portos, entre os quais Santos (SP) e Paranaguá (PR);
  • 6 rodovias;
  • 3 ferrovias;
  • leilão do 5G (tecnologia que promete conexões ultra-rápidas de internet e que vem sendo alvo de disputas entre Estados Unidos e China);
  • 22 aeroportos, divididos em 3 blocos;
  • 6 parques e florestas (como Lençóis Maranhenses e Jericoacoara),
  • eventos de óleo e gás e direitos minerários.

Guedes frustrado

Alta nos preços é “temporária e transitória”, afirma Guedes | Brasil | Valor Econômico

No mês passado, o ministro da Economia, Paulo Guedes, disse que estava "bastante frustrado" por não ter conseguido vender nenhuma empresa estatal em quase dois anos de governo.

Na ocasião ele afirmou que "acordos políticos" no Congresso têm impedido as privatizações e, para superar esse obstáculo, ele avaliou que o governo precisa recompor sua base parlamentar (veja no vídeo abaixo).

Para 2020, Guedes havia afirmado que pretendia fazer quatro grandes privatizações: Eletrobras, Correios, Porto de Santos e Pré-Sal Petróleo S.A. Faltando um mês para o fim do ano, porém, nenhuma delas foi a leilão.

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