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Curiosidade: Você sabia que Bolsonaro já votou em Lula e Ciro? Entenda

Durante a eleição de 2002, deputado Jair Bolsonaro fez elogios a Lula.

24/06/2020 17h55
Por: Pablo Carvalho Fonte: Gazeta do Povo

A grande volta que a política dá. Hoje ferrenho opositor e adversário número 1 do PT na corrida presidencial, o deputado Jair Bolsonaro (PSC-RJ), quem diria, já teve seu momento petista: ele votou em Lula para presidente da República no segundo turno de 2002 (ouça áudio), deu nota 10 para um discurso do ex-presidente e até sugeriu o nome do então deputado José Genoino (PT-SP) para ser o ministro da Defesa de seu primeiro mandato. O chamou até de “companheiro” e “nosso querido Lula”. Em discursos na Câmara em 2002, antes e após a eleição daquele ano na qual Lula se elegeu, Bolsonaro foi só elogios ao petista. No primeiro turno, ele votou em Ciro Gomes, então no PPS.

Uma de suas confissões de voto em Lula se deu num discurso enfático de 5 de dezembro daquele ano. O deputado, então no seu terceiro mandato, pelo PPB, era um crítico do governo de Fernando Henrique Cardoso, do PSDB, presidente à época. 

“Confesso publicamente que votei no segundo turno em Lula. Jamais votaria em um candidato de Fernando Henrique Cardoso [José Serra, derrotado por Lula]. Votei e trabalhei para Ciro Gomes no primeiro turno. Perdi. No segundo, escolhi o que considerei ser a melhor opção. Haverá brava crise pela frente, mas mantemos a esperança de dias melhores. Espero que o companheiro Lula, já que está na moda falar assim, consulte os quadros do PT, do PCdoB e de outros partidos para fazer suas escolhas”, disse Bolsonaro à época, preocupado com a notícia de que Lula nomearia o embaixador José Viegas para o Ministério da Defesa, como o fez.

O deputado era um duro crítico do governo tucano e de sua política para os militares. E, nesse discurso, sugeriu até mesmo que Lula, em vez de Viegas, indicasse José Genoino ou o deputado Aldo Rebelo (PCdoB-SP). E os elogiou. Viegas era muito próximo de FHC no entendimento de Bolsonaro. 

“Não tenho como indicar alguém para o Ministério da Defesa. Não faço parte da equipe do Lula nem tenho poder de veto, mas tenho voz nesta Casa. Sugiro até mesmo o nome de José Genoíno, por quem não tenho grande amizade, mas reconheço sua competência. Não faria oposição à possibilidade dele ir para o Ministério da Defesa. Também não me oporia se o eleito fosse Aldo Rebelo, do PCdoB. Ambos são competentes. Não quero falar sobre a história de ninguém. Temos de pensar apenas no Brasil daqui para a frente... Apelo para os companheiros do PT, do PCdoB, para pessoas de bom senso do futuro governo que digam não a José Viegas”.

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