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UESPI

Governo falta à audiência sobre a Uespi e alunos dão as costas para o reitor

Apesar da grande mobilização para o encontro e da pressão dos estudantes, nenhum representante do governo compareceu.

09/10/2019 15h52
Por: Pablo Carvalho
Fonte: 180 Graus
(Foto: Reprodução)
(Foto: Reprodução)

A audiência pública convocada pelos deputados Teresa Britto (PV) e Gustavo Neiva (PSB), para debater a situação da Universidade Estadual do Piauí, foi realizada na manhã desta quarta-feira (09/10) no Cine Teatro da Assembleia Legislativa do Piauí. Apesar da grande mobilização para o encontro e da pressão dos estudantes, nenhum representante do governo compareceu.

“Nossa intenção é justamente expor toda essa problemática, colocar as partes para que a gente possa discutir e buscar uma solução imediata, urgente. Do jeito que está, não podemos continuar”, diz o deputado Gustavo Neiva.

Para ele, o ponto crucial que representaria uma virada de situação para a instituição seria a independência administrativa e financeira. “Para que a Uespi possa ter seu duodécimo e fazer um planejamento que possa ser executado em cima do seu orçamento. Nós aqui sempre aprovamos o orçamento, com reajuste para Uespi maior que para outros órgãos. Mas infelizmente o governo não cumpre, não repassa aquilo que é previsto”, explica.

Ausência do governo

Já a deputada estadual Teresa Britto lamentou a ausência do governo e de seus secretários na audiência. “Falta de compromisso da gestão. Seus secretários se escondem e não vem aqui para dar satisfação, para participar do debate e se comprometer com essa instituição tão importante para o estado do Piauí. Fizemos aqui nosso repúdio. O governador está em seu quarto mandato e com uma dívida muito grande com o ensino público estado do Piauí”.

Situação da Uespi

Mesmo reconhecendo que a situação da Uespi na capital não é tão grave como no interior, onde até 600 disciplinas estão sem professor, o diretor do Campus Clóvis Moura, Renê Aquino, classifica como ridícula a falta de autonomia da universidade, mesmo na resolução de demandas simples.

“Imagina que a Universidade, que tem uma garantia constitucional de autonomia, precisa de uma autorização do governador do estado para contratar professor, ainda que provisório. É uma situação realmente absurda. Ela beira o ridículo. Para ter recurso para manutenção básica precisa de autorização da Secretaria de Fazenda para executar a comprar de lâmpadas, por exemplo”, conta.

Falta de apoio do reitor

Amanda Norberto, aluna do curso de Letras, lamenta não só os problemas de ordem estrutural e financeiro, mas da falta de compromisso do reitor com a Universidade e os estudantes. “O que deixa a gente chateada com o reitor é que ele vai para reunião com governador, não leva nenhum professor, nenhum aluno, sendo que o governador está com projeto de aumentar carga horária do professor. Os cursos irão perder. Quem é que vai querer ficar na Uespi, com sobro da carga horária, sem receber?”, avalia.

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